quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A EDUCAÇÃO DE SURDOS NO CONTEXTO DA ESCOLARIZAÇÃO FORMAL

Francisco Melo




Historicamente a educação de surdos apresenta, universalmente, alguns aspectos que sempre dificultaram a compreensão da dimensão educacional em que deveriam estar incluídas as pessoas surdas. As formas como essas pessoas sempre foram vistas, por algumas instituições como o estado, a igreja, a família e outras, ao longo da história, explica bem as dificuldades de inserção dessas pessoas no contexto educacional formal e também na própria sociedade.

O processo educacional pelo qual às pessoas surdas foram submetidos sempre esteve vinculado à maneira como elas eram vistas sob o ponto de vista da ciência, ou seja, o portador de surdez não poderia ser educado se não fosse tratado, logo, não podendo ser tratado, não poderia ser educado.

Esta é uma das razões pelas quais o tipo de educação oferecido a essas pessoas sempre teve um caráter discriminatório, pois, mesmo o atendimento em instituições especializadas, tinha um caráter puramente segregacionista. Com o passar dos tempos as pessoas com surdez foram tendo uma introdução gradativa no contexto social sem, contudo, adquirir direitos iguais a educação. A partir da segunda metade do século XX introduz-se uma nova abordagem na educação das pessoas surdas. Com um conhecimento científico maior sobre o problema da surdez, surgem novas concepções educativas e novos conceitos a respeito do assunto, possibilitando uma construção pedagógica que pudesse inserir as pessoas com deficiência auditiva num contexto educacional mais amplo.

Com a constituição de 1988 e a garantia de educação como direitos de todos, mesmo àqueles portadores de deficiência, e com a aprovação da LDB que contempla a educação especial com um capitulo inteiro, garantindo o direito aos educandos com necessidades especiais, métodos, técnicas, currículo, professores com especialização adequada, entre outros, a educação de surdos ganhou um espaço significativo para que pudesse estruturar-se e conseguisse atender um maior número de alunos.

Nas três últimas décadas, foram implantadas no estado do Acre algumas instituições que tiveram papel fundamental no desenvolvimento da educação de surdos como: CEADA, que posteriormente passou a ser o CEES, o CAS – Centro de Apoio ao Surdo. Nestas instituições existe um atendimento especializado onde todo o processo educacional visa a inclusão do indivíduo no sistema regular de ensino, possibilitando ao mesmo, a inserção social a partir do desenvolvimento da linguagem e da escrita.

http://www.sj.ifsc.edu.br/~nepes/docs/midiateca_artigos/historia_educacao_surdos/texto29.pdf

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